Bla, bla, bla… é uma virose!

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Uma coisa que me apercebo que deixa as mães um bocadinho de pé atrás com os profissionais de saúde, é quando as crias estão doentes e saem do pediatra/médico de familia/urgências com o diagnóstico de… virose!

Na realidade, as mães levam os seus mais-que-tudo para serem vistos na esperança que alguém possa por um nome concreto no que se passa e o que ouvem é uma espécie de “bla bla bla… é uma virose” o que deixa as mães a saberem tanto como quando lá entraram…

Já ouvi até muitas mães argumentarem que “quando não sabem o que a criança tem, dizem que é uma virose!”.

No texto de hoje vou então tentar desmistificar “as viroses”!

Há por aí um sem número de vírus a circular. Uns mais comuns, outros mais raros. Uns com um quadro mais típico e com nome, outros mais subjectivos e sem nome específico.

O que acontece, quando a criança tem “uma virose” é que, provavelmente, tem um quadro infeccioso na presença de alguns sinais e sintomas (como por exemplo febre, erupção cutânea, tosse, diarreia, vómitos) mas que não mostram sinais (normalmente laboratoriais) de infecção bacteriana, e por norma temos crianças que apesar de tudo mantêm o seu estado geral conservado, conseguem hidratar-se mesmo que recusem comer, e muitas vezes quando a febre baixa conseguem até brincar.

No fundo uma virose é uma infecção viral, ou seja, causada por um vírus. Umas têm nome por terem um conjunto de sintomas mais característico mas muitas vezes é impossivel saber ao certo qual é o vírus que causa aquela infecção.

O tratamento é sintomático, ou seja, ao contrário das infecções bacterianas em que damos um antibiótito para combater a bactéria em causa, no caso das viroses não vamos combater o vírus, vamos sim tratar os sintomas que esse virus provoca na criança: vamos tratar a febre, as dores, a desidratação, etc.

A maioria das viroses costuma durar entre 3 dias e uma semana.

Se a criança já foi vista e diagnosticada com “uma virose” deve ser vista novamente se:

– a febre não ceder aos medicamentos
– deixar de se hidratar
– apresentar dificuldade respiratória
– apresentar um estado geral diminuido como prostração ou sonolência excessiva.

Por isso, com ou sem viroses, o mais importante é SEMPRE olhar para a criança. Ela é o melhor indicador daquilo que se passa com ela, e os pais são quem melhor conhece os seus filhos!

Em caso de dúvida mais vale pecar por excesso 😉

Assim vai a vida… aos olhos de uma enfermeira!

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