Ser emigrante: ter data marcada para estar com quem se ama…

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E se há um ano atras escrevia o texto “ser emigrante de férias no meu país“, este ano escrevo sobre quando não podemos ir a casa…

E quando não podemos ir a casa, e um importante pedaço de casa vem até nós, eis o que me acontece… serei só eu?

Quando um pedaço de casa vem até nós, é ver os meus filhos numa excitação sem igual, atingindo o seu auge no dia D, entre pulos e os tão típicos “mãe ainda falta muito para eles chegarem??”

E apesar de igualmente ansiosa, o meu estado de espirito contrastava com o entusiasmo deles, e em mim, enquanto esperava, predominavam essencialmente a melancolia e… a tristeza!

No dia em que finalmente iria poder abraçar duas das pessoas mais importantes da minha vida – a minha mãe e o meu mano caçula – sem ter um ecrã a separar-nos, só conseguia sentir-me assim…

Ao invés de pensar no quão maravilhoso vai ser estar com eles, só conseguia pensar no quão duro será vê-los ir embora…

Ao invés de pensar que o tempo que aqui vão estar vai ser uma boa lufada de ar fresco, só conseguia pensar no quão rápido vai passar…

Ao invés da excitação de os ver chegar, só conseguia pensar em como não os quero ver partir…

Quem me conhece sabe que não tenciono voltar… sei porque vim e sei porque fico… mas nestas alturas, há uma fracção de segundo em que penso “mas afinal, o que estou eu a fazer aqui?”…

Para mim, este é sem dúvida o lado negro na vida de um emigrante: ter data marcada para estar com quem se ama…

Mas por agora, é hora de aproveitar ❤

Assim vai a vida… aos olhos de uma emigrante!

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