(O medo da) Homossexualidade, uma anomalia da sociedade…

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Esta semana li um texto maravilhoso. De um médico, neurologista pelo que percebi, e que é homossexual. (Podem ler o texto aqui)

O seu texto, em resposta a declarações muito infelizes de quem vê a homossexualidade como uma anomalia, fala de amor e aceitação. Em nenhuma frase deixava transparecer qualquer tipo de sofrimento inerente ao facto de ser homossexual. E eu acho isso maravilhoso. Porque quer queiramos quer não, a homossexualidade é um tabu. E não é todos os dias que podemos ler testemunhos como este.

A mim, que vejo na homossexualidade uma característica individual tal como a heterossexualidade, já me perguntaram várias vezes “tens essa postura, mas e se acontecer contigo, e se um dos teus filhos for homossexual?”. Hein? E então? Vou deixar de o amar? Vou virar-lhe as costas? Vou ficar zangada? Vou parar de desejar com todas as minhas forças que seja feliz? Não, não e não.

Vou ficar triste, confesso. Triste porque vejo a forma como a nossa sociedade trata a diferença, e não é só nesta questão mas em tudo. Tudo o que é diferente é olhado de lado.

Vou ficar triste por pensar na probabilidade de um filho meu vir a ser vítima de discriminação ou preconceito. Zangada por saber que num ou outro momento da sua vida risco de isso acontecer é grande.

Mas não me preocupa que um dos meus filhos seja homossexual.

Preocupa-me antes – e muito! – que seja vitima de bullying, ou que seja agressor de alguém neste sentido!

Preocupa-me -e muito! – que não saiba escolher as companhias.

Preocupa-me – e muito! – que caia nas teias da droga, do alcoól, da prostituição ou do jogo.

Preocupa-me – e muito! – que maltrate ou seja maltratado gratuitamente.

Preocupa-me – e muito! – que venha a ter um acidente ou uma doença grave.

Preocupa-me – mais do que qualquer outra coisa na vida – a hipotese de perder um deles.

Mas a sua orientação sexual? Não me preocupa nem um pouco. Seja ela qual for, faz parte da sua essência, dos seres maravilhos que são e não mudará em nada a minha forma de os ver, de os amar, de os apoiar incondicionalmente em toda e qualquer circunstância, e principalmente de pedir a todos os Deuses de todos os Universos que os meus filhos sejam pessoas FELIZES!

Por isso, com tanto que recear, com tantas coisas que efectivamente me preocupam relativamente ao futuro dos meus filhos, só posso concluir que o receio da homossexualidade é uma anomalia sim, mas da nossa sociedade.

Porque no fundo, tudo se resume a uma so coisa: AMOR!

Assim vai a vida… aos olhos de uma mãe!

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