Até já Lisboa!

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Chegou a hora do “até já”. Das despedidas. De algumas lágrimas.

É um sentimento ambivalente, porque se por um lado já tenho “saudades de casa”, das minhas coisas, do meu cantinho e das nossas rotinas,  por outro lado já tenho “saudades de casa”, desta cidade encantadora, das pessoas que deixo, das que me fazem tanta falta, e das não consegui ver.

“Saudades de casa” e “Saudades de casa”. Da casa que tenho lá e da que deixo aqui.

Mas afinal onde é a minha “casa”? É onde levo a minha vida, ou onde deixei parte dela? É o sítio que escolhi para viver e ver crescer os meus filhos, ou aquele que me viu crescer e onde tenho as minhas raízes?

“Casa” é onde nos sentimos bem e é o que deixa saudades. “Casa” cheira à nossa essência e tem o gosto das recordações.

Ambas são a minha casa.  Em ambas me sinto bem. Ambas me fazem falta.

Mas neste momento de despedida é das minhas raízes e da minha gente que sinto mais saudades.

Quero chegar a “casa”. Mas não quero sair de “casa”.

É ter a sorte de ter duas “casa”, e o pesar de estar sempre longe de “casa”.

Assim vai a vida – melancólica – aos olhos de uma emigrante!

 

 

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2 Comments
  1. Manuela Aguiar 1 ano ago
    Reply

    Como sempre escrito com uma alma muito inteligente! Pensas e escreves com o coração. Tens uma magnífica inteligência emocional. Tens duas casas e eu sinto-me pertinho de uma delas…se ajuda, sabe que estou cá. Um beijo grande. Estou feliz porque pertence ao grupo dos que te viram, ao Sérgio e aos meninos. Boa viagem.

    Enviado do meu iPhone

    No dia 30/07/2016, às 02:01, Entre Chuchas e Halteres escreveu:

    > >

    • Catia Godinho 1 ano ago
      Reply

      Foi uma surpresa maravilhosa! Não estava à espera e fez-me muito bem poder levar esta visita na bagagem!
      Um grande beijinho Dra Manuela! ❤

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