TDAH – A doença da moda

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É certo e sabido que o THDA (transtorno de hiperactividade com déficit de atenção) é uma doença que está “na moda”;

Também se sabe que actualmente há muitos diagnósticos feitos “às três pancadas”;

Sabe-se que hoje em dia “todos os miudos são hiperactivos” e que basta uma criança ser um pouco mais irrequieta e/ou curiosa para o termo “hiperactividade” ser evocado por alguém;

Sabe-se que por aí se diz ser uma doença “inventada”;

Sabe-se que há “pastilhas mágicas” para sossegar miúdos e graúdos;

O que muitas vezes não se sabe, é que esta “banalização” social do TDAH leva ao sofrimento de muitas familias que se sentem julgadas e incompreendidas;

O que não se sabe é que este transtorno é uma doença real, uma doença neurológica, uma espécie de mau funcionamento das “linhas telefónicas” cerebrais, o que faz com que a transmissão de mensagens entre os diferentes lobos cerebrais não seja efectuada correctamente;

O que muitas vezes não se sabe é que na maioria dos casos são precisos anos de acompanhamento, diversas avaliações feitas por varios profissionais até se chegar a um diagnostico definitivo;

O que não se sabe é que o TDAH é uma doença extremamente dificil de gerir e capaz de levar à exaustão pais e filhos, sem que a boa educação ou a falta dela tenham alguma influência;

O que não se sabe é que a probabilidade de divórcio é 5 vezes maior num casal com filho(s) que sofram de TDAH com idades entre os 7 e os 12 anos.

O que não se sabe é que estas crianças tem uma autoestima do tamanho de uma ervilha, porque sabem que por mais esforços que façam – e acreditem que fazem! – nunca se conseguem comportar tão bem como o colega de mesa;

O que não se sabe é que crianças com TDAH não acompanhadas serão adolescentes com uma maior probabilidade de depressão, delinquência e tendências suicidas, devido ao sentimento de incompreensão pelo esforço que fazem e que raramente é reconhecido, porque na nossa sociedade ninguem vê esforços, apenas resultados;

O que não se imagina sequer é o sentimento de impotência dos pais ao verem os seus filhos sofrer assim…

O que não se imagina é a dor dos pais quando ouvem dizer que a doença que traz tanta dor à sua familia não existe… porque é como se lhes dissessem que todas as suas dificuldades são fictícias;

O que não se sabe é que as “pastilhas mágicas” são o ultimo dos ultimos recursos;

O que não se sabe, é que os filhos não ficam “zombies” com as “pastilhas mágicas” – como eu também pensava! – ficam é menos impulsivos e mais felizes!

O que não se sabe é que as “pastilhas mágicas” são o preço a pagar pelos sorrisos e pela auto-estima dos filhos, e não pelo sossego dos pais!

O que ninguém vê é o tamanho do esforço diário de pais e filhos para levar o barco a bom porto….

… Porque apontar o dedo é tão mais fácil!
Assim vai a vida…. aos olhos de uma mãe!

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