Pai, estamos em minoria!

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Eu e o marido entrámos no maravilhoso mundo das familias numerosas há precisamente 5 meses, com o nascimento do Francisco. O Francisco é o mais novo de três, mas não posso ainda afirmar com toda que certeza que será o último…

Estes primeiros meses foram passados a procurar a melhor forma de manter a tranquilidade do barco apesar da agitação marítima que sabemos que a chegada de um recém-nascido provoca… E se é verdade que as vezes fico com os cabelos em pé, também é verdade (absoluta!) que adoro a adrenalida desta nova dinâmica familiar!

Cinco meses depois do inicio desta aventura onde os adultos estão em minoria, arrisco dizer que ter uma familia numerosa é:

Ter uma casa cheia! Cheia de amor, cheia de alegrias, cheia de histórias para contar!! Mas também cheia de roupa para passar, de loiça para lavar e comida para fazer!

É contar os minutos para chegar a casa do trabalho, para ver os sorrisos, roubar beijos e abraços… E a partir das 19h30 contar os minutos para deitar toda a tribo na esperança de ter um serão tranquilo a dois…

É ter histórias de princesas, colecções de futebol e filmes de animação nas tardes de domingo… e não conseguir ver um filme sem carregar dez vezes na pausa… pausa para o xixi, pausa para beber água, pausa para reposicionar a plateia em: filho-mãe-filho-pai-filha ao invés do mãe-filho-filho-filha-pai inicial, separando assim os potenciais aspirantes a lutadores de kick-boxing-de-sofá…

É ter nas bochechas beijos doces lambuzados de chocolate, no pescoço abraços apertadinhos com mãos sujas de terra… E nos ouvidos o ecoar romântico dos gritos “Aiiii oh mãe ele bateu-me assim” e ainda “mas foi ela que me fez assado” em décibeis susceptiveis de quebrar os espelhos mais resistentes la de casa….

É num momento crer que nos afogamos em felicidade… e no momento seguinte duvidar da esperança média de vida da nossa sanidade mental…

É brincar com todos num louco “tudo ao molho e fé em Deus”… e aproveitar cada oportunidade para ser exclusivamente pai e mãe de cada um deles…

É estar em minoria e ainda assim conseguir chegar a todo o lado..

E finalmente, é ter a certeza de que fomos feitos para isto e que a nossa vida não teria sentido de outra forma!

É dar o melhor de nós e receber o melhor de cada um deles!


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4 Comments
  1. […] Hoje, três anos depois posso dizer que amo ser mãe! Adoro ter uma familia grande e “estar em minoria“! […]

  2. Maria Manuela Aguiar 2 anos ago
    Reply

    São uma ternura estes cinco, falados pela voz da Mãe!!!Deus vos abençoe

    • Catia Godinho 2 anos ago
      Reply

      Obrigada Dra Maria Manuela!! Um grande beijinho de todos com muitas saudades 🙂

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